sábado, 18 de setembro de 2010

Cortina na janela

Ela era apenas uma menina. De sorriso no rosto, olhos brilhantes e ar extrovertido.
Se cobrava muito. Se cobrava tanto que sabia que, mais cedo ou mais tarde, sua dívida ficaria no vermelho. Não era o que gostaria de ser, nem era o que tinham sonhado para ela. É claro que tinha algumas habilidades que a faziam especial e reconhecia-as, mas por vezes sua beleza parecia longe demais.Era linda, por dentro e por fora, e era a única que ainda não havia dado conta. Mas acreditava em seu potencial, mesmo que esse acreditar fosse o mais próximo possível que chegaria de seu eu. Não era muito de falar, não achava graça muito fácil das coisas, nem pactuava com gente dissimulada. Não gostava de fazer o que fazia, mas dava do melhor que tinha. Certa noite desejou ser uma estrela. Seu desejo não se realizou, mas ao acordar não era mais menina. Era menina-mulher com lágrimas no rosto, era moça triste e voraz como um furacão.
Desejara ser estrela, mas virara tufão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Crescer, cre(e ser)

Serenidade
Será que é coisa que vem com a idade?
Toda a minha felicidade vai no afã e fica na maldade?
Fica na suadade de tudo que já fui
e de tudo que vou ser.

Eu não sei,

mas acho que estou apaixonada!
Acho que sim.
E de tanto achar, começo a acreditar.
E se acredito, é verdade.
Se acredito, não admito
Por estar apaixonada
Porque não se se ele sente o mesmo
Pois meu amor tão distante de mim está.
(As Atuadoras)

O amor é lindo.

É maravilhoso, é vida, é gostoso.
Eu quero ele do meu lado
se ele for amoroso, se ele for apaixonado...
E bem gostoso que nem um moço novo.
Sarado, rico e bem-dotado,
bem apaixonado.
Pode até ser tarado.
Que ele faça trança no meu cabelo.
Mas se ele não vier, ou não existir,
tudo bem.
Eu me garanto sozinha.
(As Atuadoras)