Supere isto. E se não puder, supere o vício de falar a respeito (Caio Fernando Abreu). ESCREVA.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Nada
“Nada”. Não queria nada. Aliás, queria sim. Queria que ele fosse embora. Buscava ser entendida, vivida e não apenas lembrada por sua descompostura e inconstância. Ela ainda era uma menina e disto não havia dúvidas, de que esperava que a vida e o tempo se articulassem ao seu ritmo e não o oposto, pois era cômoda demais e sempre esperava que as lembranças não a atormentassem ou que ao menos não incomodassem por tempo suficiente a se aventurar em um novo romance, mais seco e da mesma forma menos romântico. Buscava um romance que lhe fosse ardido, colérico e menos vulgar, o que de certa forma o tornava menos intenso e menos passional. No final de suas linhas, sempre um adeus, um até mais sem fim ou um beijo seco e forte, ao sabor de chocolate meio amargo. Em contrapartida, desejava um olá sincero e compromissado, um cumprimento que lhe soasse simples e confortante – talvez por conta disto mergulhasse por muitas vezes na insatisfação de relacionamentos promíscuos e superficiais. “Pare. Seque essas lágrimas falsas e vá embora”, era tudo o que desejava: que se fosse, que abandonasse seus sonhos, seus projetos futuros, e que fosse embora com a chuva que batia com intensidade na janela ou como as lágrimas que escorriam quentes de sua face ruborizada por um misto de raiva e displicência. E num piscar de olhos, a silhueta dele não era mais que um vulto na escuridão, nada além de uma mancha negra que se desfazia, murcha, no infinito de seus olhos úmidos e descompassados.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Será mesmo que de tudo fica um pouco?!
"A talita tem os olhos verdes mais impressionantes que já conhecí;
É atraves deles que se é possível perceber a verdade dessa menina, que tenham certeza, vai longe. Me sinto um adolescente perto da sua serenidade, e encantado pela segurança que ela tem ao saber o que quer da vida. Futura Psicóloga, vai ainda morar no Japão... gosta de teatro, e já fez dança-teatro, mesmo que alguns digam que não... enfim, adoro o seu bom gosto. Não vejo a hora de te receber na minha nova casa, que nem eu sei ainda onde será, e poder lhe oferecer aquele chazinho japonês prometido. Saiba que onde estiver, sempre terá um lugar no meu coração, porque o carinho que tenho por você é vitalício. Tem vezes que um olhar diz mais que muitas palavras, é assim que me sinto quando estou perto de ti... como se confraternizássemos um mundo inteiro em poucos segundos, sem precisar de esforço algum. Te amo pra sempre."
C.S
É atraves deles que se é possível perceber a verdade dessa menina, que tenham certeza, vai longe. Me sinto um adolescente perto da sua serenidade, e encantado pela segurança que ela tem ao saber o que quer da vida. Futura Psicóloga, vai ainda morar no Japão... gosta de teatro, e já fez dança-teatro, mesmo que alguns digam que não... enfim, adoro o seu bom gosto. Não vejo a hora de te receber na minha nova casa, que nem eu sei ainda onde será, e poder lhe oferecer aquele chazinho japonês prometido. Saiba que onde estiver, sempre terá um lugar no meu coração, porque o carinho que tenho por você é vitalício. Tem vezes que um olhar diz mais que muitas palavras, é assim que me sinto quando estou perto de ti... como se confraternizássemos um mundo inteiro em poucos segundos, sem precisar de esforço algum. Te amo pra sempre."
C.S
domingo, 19 de dezembro de 2010
É Natal
Todo ano é a mesma coisa, mas ainda assim a gente rejuvenesce nesta época do ano. Todo mundo pensa nos presentes, na ceia natalina, em ver a família toda reunida e rever os velhos amigos, as tias queridas, os primos chatos. O fato é que toda a família se encontra e faz uma festa bem grande, troca presentes, abraços e desejos de um Feliz Natal. Após isto todo mundo dorme tarde, acorda tarde no dia seguinte e a festa continua, sem falar quando se resolve prorrogar o clima natalino para o ano novo. Aí sim, mais orgias gastronômicas, época de engordar uns dois ou três quilinhos, para iniciar aquela dieta sagrada no mês de janeiro.
Ao mesmo tempo, muitos de nós – se não todos – se pegam pensando e questionando a vida, os feitos do ano que se passou, as promessas não cumpridas, as realizações não sonhadas. De que forma fomos importantes para os filhos, mudamos o ano dos companheiros ou contribuímos com um futuro melhor por meio do nosso trabalho. Da mesma forma, é o momento ideal de comer 12 grãozinhos de uva, fazendo um pedido para cada mês do próximo ano, que a gente acredita terem se realizado, pois por acaso alguém se lembra quais foram os pedidos do ano passado?!
O importante é que neste momento todos se dão ao direito de sonhar. Neste momento todos desejamos que nossos pais, namorados, esposos, familiares queridos, sejam felizes e realizados. Todos andamos por aí com um sorriso no rosto, cordialidade no coração e afeto nas mãos. Até mesmo os vizinhos (desconhecidos) se abraçam. Ah, clima gostoso esse do Natal... Bom mesmo se conseguíssemos levá-lo não apenas até o ano novo, mas para a Páscoa, dia de Nossa Senhora Aparecida, até o próximo Natal. Mas pensando bem, se conseguimos manter a alegria e a solidariedade natalina com as pessoas que a gente ama, não deve ser tão difícil aprender a amar quem ainda não é amado. Tudo em nome de um bom e próspero Natal.
Ao mesmo tempo, muitos de nós – se não todos – se pegam pensando e questionando a vida, os feitos do ano que se passou, as promessas não cumpridas, as realizações não sonhadas. De que forma fomos importantes para os filhos, mudamos o ano dos companheiros ou contribuímos com um futuro melhor por meio do nosso trabalho. Da mesma forma, é o momento ideal de comer 12 grãozinhos de uva, fazendo um pedido para cada mês do próximo ano, que a gente acredita terem se realizado, pois por acaso alguém se lembra quais foram os pedidos do ano passado?!
O importante é que neste momento todos se dão ao direito de sonhar. Neste momento todos desejamos que nossos pais, namorados, esposos, familiares queridos, sejam felizes e realizados. Todos andamos por aí com um sorriso no rosto, cordialidade no coração e afeto nas mãos. Até mesmo os vizinhos (desconhecidos) se abraçam. Ah, clima gostoso esse do Natal... Bom mesmo se conseguíssemos levá-lo não apenas até o ano novo, mas para a Páscoa, dia de Nossa Senhora Aparecida, até o próximo Natal. Mas pensando bem, se conseguimos manter a alegria e a solidariedade natalina com as pessoas que a gente ama, não deve ser tão difícil aprender a amar quem ainda não é amado. Tudo em nome de um bom e próspero Natal.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Chora, menina, chora...
Saia deste coração. Vá embora enquanto se sofre menos. E diga para seu coração que o meu já o esqueceu... Que ele não quer mais lembrar de você como se lembra de um sonho qualquer, porque não representou apenas isso.
E agora, chora, menina, chora. E deixa tudo isto para trás. Se acredita que é importante tomar isso para sua, pensa que é melhor fugir enquanto há tempo, que não há propósito na dor de levar adiante quando se sabe que doerá muito mais... Então por que não interromper o processo ao meio?!
E agora, chora, menina, chora. E deixa tudo isto para trás. Se acredita que é importante tomar isso para sua, pensa que é melhor fugir enquanto há tempo, que não há propósito na dor de levar adiante quando se sabe que doerá muito mais... Então por que não interromper o processo ao meio?!
5 minutos
Mais 5 minutos. Eis o tempo necessário, eis a cantiga que me cansa.
Se te espero por um dia todo, os últimos cinco minutos são uma vida inteira.
É pouco para quem aproveita o último aniversário, ou para quem ouve pela última vez um "eu te amo". Mas é muito para quem canta há três horas a fio, ou para a criança que aguarda o presente do Papai Noel. Também é muito quando se trabalha trinta dias para receber o pagamento do mês.
5 horas... 5 horas quando o tempo não passa, quando a fila é grande, quando o almoço atrasa. E nem por isso se perde a fé e a esperança de que um dia chegaremos lá... De que um dia tudo há de mudar. E de que seremos, enfim, felizes para sempre... E para sempre, sem fim.
Se te espero por um dia todo, os últimos cinco minutos são uma vida inteira.
É pouco para quem aproveita o último aniversário, ou para quem ouve pela última vez um "eu te amo". Mas é muito para quem canta há três horas a fio, ou para a criança que aguarda o presente do Papai Noel. Também é muito quando se trabalha trinta dias para receber o pagamento do mês.
5 horas... 5 horas quando o tempo não passa, quando a fila é grande, quando o almoço atrasa. E nem por isso se perde a fé e a esperança de que um dia chegaremos lá... De que um dia tudo há de mudar. E de que seremos, enfim, felizes para sempre... E para sempre, sem fim.
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