Talvez o tempo não curasse as feridas, exatamente, mas criasse uma espécie de armadura, ou uma nova perspectiva. Uma forma de lembrar com um sorriso, e não com um soluço.
Em um mar de lamentação, havia ilhas de bençãos, instantes no tempo que nos lembravam do que anda tínhamos, em vez de tudo o que tínhamos perdido.
- Kristin Hannah, in O Caminho para Casa, p. 248; 351.
Supere isto. E se não puder, supere o vício de falar a respeito (Caio Fernando Abreu). ESCREVA.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Sobre a resiliência
O que desejo é libertar
todas as minhas fraquezas,
chorar até que acabe o fôlego,
dormir até que os dias melhorem,
afogar-me em toda a piedade gratuita,
pedir todo o carinho e os abraços que me faltam,
tornar-me a vítima que tenho todo o direito de assumir.
Mas desejar nem sempre é poder, ou permitir,
então engulo o desânimo e a dor
e sigo a encarar, todos os dias,
todas as pessoas que sempre
só perceberão o que te falta,
sem tempo para entender
as dificuldades
do que
te cabe.
Assim sigo,
independente
de como me sinto,
arrastando os
dias como posso,
regatando sonhos,
tentando acreditar
que as coisas boas vão sim
perdurar, enquanto durar
este pequeno intervalo,
criado por novos anos
que tão logo acabam,
e que aprendemos
a chamar de vida.
In: http://lounge.obviousmag.org/insolito/2014/12/sobre-a-resiliencia.html
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Sobre isso, que não tem nome, que viola o real do corpo
- O bom é que você é psicóloga. Ajuda a passar por isso, não é?
- Não. Não ajuda. São muitas coisas envolvidas.
- É muita invasão, não é? O pior tipo de violação.
13/04/2017
- Não. Não ajuda. São muitas coisas envolvidas.
- É muita invasão, não é? O pior tipo de violação.
13/04/2017
Sobre ter tudo e não ser nada
Meg tinha tudo. Toda aquela inteligência. Uma bolsa de estudos para uma boa faculdade. Tinha até esse computador caro que você não consegue largar. – Ela volta a me encarar. – Você só tinha a mim. E é inteligente, não me entenda mal, mas não como Meg. Ficou limitada a uma porcaria de faculdade comunitária. (...) O que quero dizer é: você nunca desistiu, nem da dança, nem da matemática, nem em nada, e talvez tivesse mais motivos para isso [suicidar-se]. Você tinha um monte de pedras nas mãos, então resolveu limpá-las, deixá-las bonitas e fez um colar. Meg ganhou um colar de joias e se enforcou com ele.
- Gayle Forman, in Eu estive aqui, p. 124-5.
- Gayle Forman, in Eu estive aqui, p. 124-5.
Tateando às cegas
A vida pode ser difícil, bonita e caótica, mas, cm um pouco de sorte, a sua será longa. Se for, você verá que é também imprevisível e que há momentos de escuridão. Mas eles passam, às vezes graças a muito apoio externo, e o túnel se alarga, permitindo que os raios entrem. Se você estiver na escuridão, pode parece que vai continuar nela para sempre. Tateando às cegas. Sozinho. Mas não vai - e não está sozinho. Há muitas pessoas dispostas a ajudá-lo a voltar à luz.
- Gayle Forman, in Eu estive aqui, p. 228.
- Gayle Forman, in Eu estive aqui, p. 228.
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