sábado, 9 de dezembro de 2017

Sobre parar a vida

(...) Agora tudo o que vejo é uma garota morrendo de medo de viver. Vejo as pessoas darem um empurrãozinho de vez em quando, mas nunca forte o suficiente, porque não querem contrariar a pobre Violet. Você precisa de um baita traco, não de um empurrãozinho. Você precisa retomar as rédeas. Ou vai ficar em cima do parapeito que construiu para si mesma para sempre.

- Por lugares incríveis, Jennifer Niven, p. 110.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Fogo, fumaça e faíscas

Tive um sonho esses dias... Eu estava na casa onde moro hoje, com a minha tia, e nós estávamos na cozinha. Tinha um isqueiro em cima do fogão, bem ao alcance de uma chama do fogão. Eu gritava: "tia, tire, que vai explodir. Tire"! Mas parecia que ela não me ouvia. Continuava falando comigo e não ouvia, não via meu desespero diante daquela explosão que eu temia tanto que se aproximasse. E ela veio. Tinha fogo, fumaça e faíscas. Tinha coisas voando, calor. Explodiu.
No dia seguinte contei a ela. Perguntou por que eu não tirei?!

Alguns dia depois falei sobre isso com a minha terapeuta. Ela me perguntou se aquele isqueiro não era eu. Talvez fosse mesmo. Não era uma pergunta, mas uma afirmação com entonação. Explodi. Aqueci tanto que explodi. Demorou três dias. Quando veio, foi no calor das discussões, das tensões, dos estresses. Teve choro, raiva, palavras duras e expressões de fúria. Eu não parecia eu. Depois eu estava exausta. Já conhecia aquela sensação, de quem segura tanto que uma hora estoura pelas beiradas. Fogo, fumaça e faíscas.